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Ex-presidiários protegem patinetes em São Paulo

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Ex-presidiários protegem patinetes em São Paulo: Aposentadoria Especial Blog Explica: SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As patinetes e as bicicletas de aplicativo já se tornaram parte do cenário nos centros urbanos de São Paulo. E é nesse cenário que, todos os dias, 64 ex-presidiários se dividem em duplas para orientar usuários e proteger os veículos de roubos, furtos e depredações. Contratados pela Grow, dona das …

Ex-presidiários protegem patinetes em São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As patinetes e as bicicletas de aplicativo já se tornaram parte do cenário nos centros urbanos de São Paulo. E é nesse cenário que, todos os dias, 64 ex-presidiários se dividem em duplas para orientar usuários e proteger os veículos de roubos, furtos e depredações.

Contratados pela Grow, dona das patinetes Grin e bicicletas Yellow, eles compõem o Time Responsa, fruto da parceria firmada em janeiro pela empresa com o Instituto Responsa, agência de emprego social para egressos do sistema prisional.

O Instituto foi criado em 2017 por Karine Vieira, 40, que passou 15 anos de sua vida no crime. Em 2009, após deixar a prisão, fez a prova do Enem e usou sua nota para cursar serviço social. Sua vontade era criar algo que ajudasse pessoas que passaram pelo que ela passou, mas que não tiveram as mesmas oportunidades.

“Oportunidades mudam histórias e transformam vidas

“Oportunidades mudam histórias e transformam vidas”, diz a fundadora do Responsa.Já a parceria com a startup surgiu com o interesse do CEO da Grow, Marcelo Loureiro, pela interação com populações de periferia, que considera vantajosa socialmente e economicamente. “É impossível ter mobilidade urbana sem mobilidade humana”, afirma. Segundo Loureiro, ao engajar comunidades locais e aproximá-las da empresa, são reduzidos os índices de desigualdade social e, consequentemente, o vandalismo dos equipamentos.São 98 empregados em sete cidades do Brasil, com maior concentração na capital paulista. Todos são contratados como PJ (pessoa jurídica) pela startup, com flexibilidade de remuneração e tempo de vigência.

“É impossível ter mobilidade urbana sem mobilidade humana”, afirma

Durante a jornada de trabalho comum —oito horas diárias— eles auxiliam pessoas a usar o app, localizam as patinetes que foram levadas para longe das áreas de atuação e, principalmente, intervêm quando dependentes químicos e jovens de periferia roubam ou danificam os veículos.Entre “os Responsa” estão Jorge Lopes, 41, e Naiara Mota, 31, guardiões na capital paulista.

Ambos deixaram a prisão há menos de dois anos, após quase uma vida inteira entre tráfico e assalto.Lopes trabalha no bairro do Limão, zona norte de São Paulo.

Ele conta que, durante o expediente

Ele conta que, durante o expediente, é comum se deparar com crianças e adolescentes quebrando a parte elétrica da patinete, que restringe o uso àqueles que têm acesso ao aplicativo. “Muitas vezes são menores que querem se divertir, mas não têm boas condições financeiras para usar o produto”, diz.Na abordagem, jamais partem para a violência, muito menos chamam a polícia. É por meio da conversa, usando a linguagem da periferia, que os guardiões orientam esses jovens.“

“Muitas vezes são menores que querem se divertir, mas não têm boas condições financeiras para usar o produto”, diz.Na abordagem, jamais partem para a violência, muito menos chamam a polícia. É por meio da conversa, usando a linguagem da periferia, que os guardiões orientam esses jovens.“

A gente acaba passando para eles uma história verdadeira sobre nossas vidas, mostrando a mudança”, conta.Ao intervir, …


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