Réveillon sem fogos prenuncia 2020 sombrio para Hong Kong

Réveillon sem fogos prenuncia 2020 sombrio para Hong Kong: Aposentadoria Especial Blog Explica: SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quando o relógio bater meia-noite no próximo dia 31 de dezembro, os céus de Hong Kong não estarão coalhados de fogos de artifício pela primeira vez em dez anos. “Segurança pública”, alegou como motivo do cancelamento da festa o Escritório de Turismo da região chinesa. Segurança, de fato, mas pelo …

Réveillon sem fogos prenuncia 2020 sombrio para Hong Kong

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quando o relógio bater meia-noite no próximo dia 31 de dezembro, os céus de Hong Kong não estarão coalhados de fogos de artifício pela primeira vez em dez anos. “Segurança pública”, alegou como motivo do cancelamento da festa o Escritório de Turismo da região chinesa.

“Segurança Pública”

Segurança, de fato, mas pelo temor das autoridades de que o evento disparasse algum grande protesto na cidade-Estado reabsorvida por Pequim em 1997, após 155 anos de domínio britânico. Grupos de jovens ativistas que organizam protestos prometem se mobilizar, segundo mensagens em grupos na internet. Eles não querem deixar arrefecer o ímpeto dos atos que chacoalham Hong Kong há seis meses. A escuridão relativa nos céus no Réveillon prenuncia mais um ano sombrio na região.

Volta da gestão chinesa à cidade

O território com 7,4 milhões de habitantes é o maior desafio do colosso comunista continental que a controla. Os maiores atos desde a volta da gestão chinesa à cidade foram disparados por uma tentativa de aprovação de lei, pelo Executivo local, facilitando a extradição de cidadãos honcongueses para o sistema judicial da ditadura continental.Pequim mantém Hong Kong como uma ilha capitalista e liberal, parte do arranjo de sua devolução, no chamado “um país, dois sistemas” que poderá ser revisto legalmente a partir de 2047.Só que a proposta de lei de extradição, assim como uma iniciativa semelhante em 2003, foi vista como uma forma de começar a burlar a liberdade local.

Naquele ano, multidões obrigaram a mudança legal, mas o governo conseguiu dividir a oposição, que acabou se desorganizando.Neste ano, milhões foram às ruas, e os protestos deixaram cerca de 6.000 presos e ao menos duas pessoas foram mortas de maneira indireta.A lei foi jogada fora, mas, diferentemente de 2003 e de outros episódios em 2009 e 2014, os manifestantes permanecem com sua agenda, que inclui o ponto mais nevrálgico para Pequim: eleições universais em todos os níveis.

Partido Comunista já disse

O Partido Comunista já disse que isso não acontecerá, e na semana passada o seu líder, Xi Jinping, reafirmou o apoio a Carrie Lam, a controversa executiva-chefe de Hong Kong.Na eleição para usualmente inofensivos conselhos locais, no fim de novembro, a oposição abocanhou uma vitória esmagadora em 17 de 18 deles.A próxima batalha, que deverá manter acesos os protestos, está marcada para setembro. Será a eleição para o Conselho Legislativo, que tem poderes relativos para moderar o Executivo.

Hoje, 35 de seus 70 membros são eleitos diretamente, e é esperado que a oposição tenha uma porcentagem de votos semelhante à da votação local –60% ante 40% dos pró-Pequim.A questão é que os assentos restantes sã …

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